The Hispanic Society of America

May 30, 2014 by


New York, 27 de Novembro – 2013

Nova York é mesmo incrível e assim como em outras grandes cidades você pode rodar o mundo sem sair dela. Tem os chineses na Chinatown, os judeus ortodoxos em Williamsbug/Brooklyn, os gregos em Astoria/Queens, os dominicanos no East Harlem, só para citar alguns. Deve ser por isso que muita gente não sai da cidade, literalmente. Mais especificamente do bairro Manhattan, o coração de Nova York. Manhattan é uma ilha espremida entre dois rios: o Hudson do lado oeste e o East River ao leste. E a ponta de Manhattan, lá embaixo, fica querendo beijar o mar, na foz destes rios. Uma amiga minha que trabalhava comigo nunca saiu da cidade. Nunca atravessou as pontes! Ela disse que não precisa pois Manhattan tem tudo que ela quer.

Pois foi essa sensação que eu tive quando atravessei os portões de entrada da The Hispanic Society of America. Naquele momento eu saí de Manhattan e entrei na Espanha. Este museu é um dos tesouros escondidos da cidade. Fica de fora do radar do turismo e muito pouca gente conhece. Até os novaiorquinos não dão notícia dele, não sei se por preguiça de ir visitá-lo ou por ignorância mesmo. O museu fica lá em cima, no East Harlem, uma área famosa por ser território de imigrantes latinos principalmente os da República Dominicana. Você anda pelas ruas, e, tirando o estilo característico dos prédios de Nova York, o resto é tudo “tí-tiarôns”. Bodegas, lojas, restaurantes. Um “barato” e a comida é ótima! Tem vários tipos de restaurantes de comida latina. Eu moro há muito tempo nos Estados Unidos e quando eu sinto falta da comida brasileira eu não vou a um restaurante brasileiro. Eu vou procuro um restaurante colombiano pois a comida deles é igual à nossa, só que muito, muito melhor!

Um parêntesis: quando você visitar Nova York eu recomendo o “Tierras Colombianas” em Astoria: 3301 Broadway, Queens, NY 11106 • 718-956-3012. Para chegar lá –é pertinho!– saindo de Manhattan tem que pegar o metrô N sentido “uptown”/ indo para o Queens e descer na parada BROADWAY. Subir dois quarteirões na avenida Broadway (que não é a mesma avenida Broadway dos teatros em Manhattan). O restaurante fica à sua esquerda na esquina da rua 33. Eu geralmente peço a “bandeja campesina”, ou seja, o prato caipira que geme sob o peso de sua enorme variedade. O prato é servido com um bife fino, acompanhado de “chicharron”crocante –pronuncia-se “tí-tiarôn”– que é o meu quitute colombiano favorito (um tipo de torresmo/bacon tostado e sem gordura do tamanho de um arco de cabelo de mulher), arroz com feijão, banana doce, abacate, e um ovo frito arematando tudo. Bãumm! … Para sobremesa, caminhe um quarteirão de volta em direção ao metrô e entre no Omonia Café (718) 274-6650 na esquina da rua 32. É um café grego com direito a mesas cheias de senhores de bigode e chapéu, muito sérios, batendo papo o dia inteiro. Este café serve o melhor tiramisu do planeta: são camadas e camadas de massa fininha cobertas com uma lâmina de pó de chocolate amargo que vai fazer você ir ao paraíso três vezes e voltar. Peça para acompanhar um delicioso cappuccino! Quando voltar para Manhattan desça na primeira estação da ilha, a LEXINGTON, e vá queimar as calorias que acabou de ganhar e gastar o dinheiro do seu bolso perambulando pelos andares da loja de departamentos Bloomingdale’s, o melhor lugar da cidade para comprar perfumes.

A Hispanic Society of America foi fundada em 1904 por Archer Milton Huntington (1870-1955) e é um museu e biblioteca de referência para o estudo das artes e culturas da Espanha, Portugal e América Latina. A entrada é gratuita e a instituição é aberta ao público em um prédio do estilo “beaux-arts” no Audubon Terrace (na Rua 155 com Avenida Broadway). O prédio do museu é deslumbrante, os jardins e esculturas, tudo cheirando ao velho mundo Europeu. Mas o que pega as pessoas de surpresa é a coleção de arte que é simplesmente ES-PE-TA-CU-LAR! O museu exibe telas de Diego Velázquez, Francisco de Goya, El Greco, e principalmente os trabalhos do genial Joaquín Sorolla y Bastida. O trabalho de Sorolla por si só é responsável pela perigrinação de aficionados – vem gente do mundo todo para ver seus gigantescos painéis que não viajam para exposições em outros museus. É preciso vir a Nova York para vê-los e eu te digo que vale a passagem do avião e a estadia, claro, pois vindo a Nova York você pode visitar vários países sem sair da cidade, como falei antes. Estes painéis ficam num salão dedicado a eles. Foram reinstalados em 2010. São14 pinturas enormes chamadas “As Visões da Espanha” que Sorolla criou a partir de 1911 até 1919 encomendados por Archie Huntington, o dono do lugar. Estas pinturas magníficas cobrem as paredes do salão (mais ou menos 50 metros quadrados) e retratam cenas de cada uma das províncias da Espanha.

O acervo da Hispanic Society of America é incomparável em seu escopo e qualidade fora da Península Ibérica abordando quase todos os aspectos da cultura da Espanha e também grande parte de Portugal e da América Latina. Com mais de 800 pinturas e 6.000 aquarelas e desenhos a intituição oferece uma pesquisa completa da arte espanhola. A coleção de esculturas (quase 1.000 peças) contém obras que vão do primeiro milênio ao início do século XX. Os exemplares de cerâmica são magníficos e os vitrais, mobiliário, tecidos, e jóias abundam entre os mais de 6.000 objetos na parte de artes decorativas. Mais de 175.000 fotografias de 1850 em diante documentam a Arte, cultura e os costumes da Espanha e América Latina. A coleção de tecidos é uma das melhores no mundo e confirma a riqueza deste tipo de Arte na Península Ibérica desde o domínio árabe até o início do século XX. A biblioteca de livros raros mantém 15.000 volumes impressos antes de 1700 incluindo uma primeira edição de Don Quixote.

The Hispanic Society of America oferece um tour guiado pelos curadores das coleções de arte e do departamento de educação do museu com duração de 45 minutos, todos os sábados, às 14:00 horas.

Mas não fique chateado se você não conhecia esse museu e nem ouviu falar sobre ele. Demorou muito tempo para que eu o visitasse também. Principalmente por ignorância minha e um pouco de preguiça mesmo, ou “falta de tempo”. Muita gente —aquele pessoal que “sabe das coisas”— comentava sobre e eu sempre notava que eles reviravam os olhos com um sorriso no canto da boca: “OH! A Hispanic Society? … mmm … Você nunca foi lá? Mas você tem que ir! Os painéis de Sorolla! … AH!” Portanto, quando uma amiga minha carioca que já rodou o mundo todo várias vezes e conhece Nova York melhor do que eu (na Europa, atualmente, ela vai de marcha à ré porque de frente já ficou sem graça. Cleide, existe algum buraco no Planeta Terra que você ainda não entrou? Duvido!) veio aqui recentemente eu combinei com ela de irmos visitar a Hispanic Society pois ela também adora a obra do Sorolla.

… mas claro! Ela já visitou o museu e casa do Sorolla na Espanha. Só não tomou café com o dito cujo porque ele era muito mais velho do que ela e não estava mais lá.

The Hispanic Society of America
613 West 155th Street (Na avenida Broadway, entre as ruas 155 e 156).
New York, NY 10032 (212) 926-2234
Horário: Terça à Sábado das 10 da manhã às 4:30 da tarde. Domingo das 10 da manhã às 4:00 da tarde. Fecha Segunda Feira e em alguns feriados (confira as datas no website).
Entrada gratuita.
www.hispanicsociety.org

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Aquarelas de Mary Whyte: Preservando heróis desconhecidos

May 30, 2014 by


New York, 21 de Novembro – 2013

“Apesar de eu pintar durante quase toda a minha vida eu ainda me considero uma aprendiz. Eu passei a minha junventude pintando uma variedade de gêneros diferentes: paisagens, nus, flores, natureza morta, encomendas de retratos e ilustrações para livros infantis. Eu ficava feliz só por estar pintando e grata que meu trabalho ajudava a pagar as contas. Enquanto minhas primeiras aquarelas e óleos não foram magistrais, as horas passadas segurando um pincel me ajudaram a desenvolver minhas habilidades técnicas, assim como treinar meus olhos para composição. Eventualmente, minhas pinturas acabaram parecendo menos com o trabalho dos outros e mais como o meu.

Eu sempre acreditei que nós, artistas, não escolhemos a nossa vocação. O dom da Arte é algo que não posso explicar mais do que eu posso explicar como vim parar na Carolina do Sul pintando um grupo de mulheres americanas, ou como fui parar ao longo do Moon River na Georgia pintando um cara que pega carangueijos, ou em Scottsdale, Arizona, esboçando um tatuador. A Arte nos escolhe. Cada imagem que resulta do nosso trabalho –se ele é feito com seriedade e compaixão– é um retrato coletivo de todos nós”.

Mary Whyte, uma das maiores aquarelistas da atualidade, é professora e autora de livros (como “Down, Bohicket Road: O Diário de Uma Artista”) e suas pinturas figurativas ganharam reconhecimento nos Estados Unidos e internacionalmente. Ela nasceu no interior dos EUA e depois mudou para a região da Filadélfia, onde tinha uma galeria com seu marido, que fazia molduras. Mais tarde, foi parar em John’s Island, uma ilha na Carolina do Sul, no subúrbio da cidade de Charleston. Mary, que veio de uma família conservadora, acabou conhecendo uma comunidade de negras que morava na ilha também, as Gullahs, que são descendentes de escravos africanos. A palavra “Gullah” é uma expressão fonética e pode ter uma conotação depreciativa dependendo do uso. Foi originalmente usada para designar a língua falada pelo povo Gullah. Mary passou a frequentar a igreja e centro comunitário onde estas mulheres se encontravam nas quartas feiras, e consequentemente começou a pintar imagens delas. “Elas me chamavam ‘nossa irmã branca’ ”.

Outro trabalho magnífico que Mary desenvolveu foi retratando pessoas que trabalham em empregos que estão desaparecendo, como o cara que muda os letreiros de um cinema ‘drive-in’, um engraxate de sapatos, o cara que pesca carangueijos que estão ameaçados de extinção numa área no golfo do México. Ela pinta geralmente ao ar livre e em um atelier onde mora mas quando está envolvida nestes grandes projetos, pintando uma série de aquarelas, ela viaja para uma casa que ela aluga e vive lá por uns tempos, sozinha, trabalhando o dia todo.

Eu conhecí Mary frequentando conferências de Arte em vários lugares nos Estados Unidos. Eu fiquei completamente extasiado quando a ví pintando pela primeira vez, no palco, numa demonstração durante a conferência da Portrait Society of America em Washington, D.C. Fui falar com ela depois e virei fã! Eu costumo dizer que ela é a Meryl Streep do mundo da arte. Ela costuma dar aulas (workshop) nos Estados Unidos e pelo mundo afora como na Europa e na China, de onde ela acabou de chegar depois de ter passado duas semanas lá. No mês de abril, eu encontrei com Mary em Atlanta e na ocasião perguntei o que eu tinha que fazer para poder entrar num de seus workshops de pintura (eu comprei o cavalete de metal que ela bolou, os pincéis que ela pediu a um fabricante para desenvolver, a palheta de plástico que ela usa, e as tintas também> http://mgraham.com/) e ela me disse que era para eu ligar para tal número, desse modo eu ficaria sabendo das notícias em primeira mão. E ela me disse que estaria lecionando no verão (julho) de 2014 em Cape Cod. Pois bem cheguei em casa e liguei imediatamente. Me orientaram a ligar para a escola em Cape Cod. Uma voz do outro lado do telefone me disse: “O workshop da Mary Whyte no ano que vem? Ih, meu bem, já está lotado/esgotado! Vou botar seu nome na lista de espera … e, esteja pronto para pagar adiantado se eu te ligar, OK?”

No momento, o museu The Butler Institute of American Art, em Youngstown, Ohio, está mostrando (até dia 24 de novembro de 2014) vinte trabalhos dela, exposição que é acompanhada por um livo recém lançado pela artista “Mais do que uma semelhança: A duradoura arte de Mary Whyte”, escrito pela historiadora de arte Martha R. Severens. O livro de capa dura tem 368 páginas que inclui 200 ilustrações a cores.

Na quinta feira passada, estive com ela na abertura de sua exposição no The National Arts Club em Nova York onde ela lançou seu livro mais recente: “More than a likeness”. A expô fica em cartaz até no dia 25 de novembro. Os retratos que ela pinta estão incluídos em várias coleções particulares e de empresas, e também em coleções de museus e universadades. Seu perfil já saiu em inúmeras publicações de Arte. Seu trabalho pode ser encontrado na arte Galeria de Arte Coleman em Charleston, na Carolina do Sul, que é o mesmo endereço do atelier do seu marido, Coleman Smith, que faz um trabalho à mão maravilhoso.

Assista aqui a um video que saiu sobre ela no programa “60 minutos” da CBS (o Fantástico/Globo Reporter da TV americana)

Se você está no Facebook, assista a esse vídeo:
https://www.facebook.com/video/video.php?v=131384613682699

Para mais informações e para ver o trabalho de Mary Whyte, clique no link:
http://marywhyte.com/

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Diana Vreeland: O enlace duradouro da moda & Arte.

May 30, 2014 by


 

New York, 13 de Novembro – 2013

Diana Vreeland: “The eye has to travel”
O enlace duradouro da moda & Arte.

Quando o museu Guggenheim abriu “The Art of Motorcycles” em 1999, a exposição foi de um sucesso estrondoso atraindo a maior multidão já vista naquele museu, até àquela data. O Guggenheim foi alvo da crítica que desceu o pau condenando-o de populismo excessivo e compremetido com os interesses financeiros de seus patrocinadores. Logo depois o museu voltou com outro show sobre a moda do costureiro Georgio Armani. E o público adorou! Outros críticos não tão radicais comentaram sobre estes projetos de uma maneira positiva aprovando o intuito experimental e educacional —e até comercial, afinal trazer lucro para os museus é bom!— destas exposições.

Todo mês de maio, o Metropolitan Museum of Art em Nova York organiza seu evento mais importante para captação de fundos, a festa Gala Anual do “The Costume Institute” e a abertura desta exposição coincide com a primavera. Sob a batuta de Anna Wintour (editora-chefe da revista Vogue) o Gala se tornou um dos eventos mais bem sucedidos na cidade e de maior publicidade e arrecadação, trazendo uma lista faiscante de personagens das indústrias de moda, cinema, sociedade, negócios e música. A idéia orginal deste Gala foi da sacerdotisa da sociedade novaiorquina, Eleanor Lambert, mas nos últimos anos Anna está fazendo a festa (a noite de abertura) rivalizar com a festa do Oscar. Estas exposições são organizadas também com material e nas galerias do “The Costume Institute”. Cada ano é escolhido um tema ou um estilista para homenagear. Em 2011, a espetacular exposição “Alexander McQueen: Savage Beauty” trouxe 661,509 visitantes tornando-se a oitava maior bilheteria na estória de expôs do MET, fazendo o museu ficar aberto até meia-noite nos dois últimos dias.

Portanto, o namoro dos museus e da Arte com a moda não é fato recente. “The Costume Institute,” que fica no subsolo do Metropolitan Museum of Art, é uma instituição que abriga uma coleção de mais de 35 mil trajes e acessórios, representando os cinco continentes e sete séculos de moda, trajes regionais e acessórios para homens, mulheres e crianças, a partir do século XV até o presente. Esta instituição de moda começou independentemente em 1937, mas foi na década de 70 que realmente apareceu no “mapa” das artes sob a direção de Diana Vreeland que começou a sua curadoria em 1972 e reinou triunfalmente até o final dos anos 80. Diana organizou uma série de exposições inesquecíveis como o mundo de Balenciaga (1973), designs de Hollywood (1974), a glória do traje russo (1976) e Vanity Fair (1977) definindo o padrão de como uma exposição de moda deveria ser conduzida.

Diana Dalziel nasceu em Paris mas a família dela se mudou para Nova York por causa da Primeira Guerra Mundial. “Eu tenho certeza de que optei por ter nascido em Paris, tenho certeza que escolhi os meus pais. Tenho certeza que eu escolhi ser chamada de Diana. E tenho certeza que eu escolhi ter uma babá chamada Pink (Rosa)”. A família era prominente com parentescos que iam desde George Washington a Pauline de Rothschild. Em Nova York Diana estudou dança com Fokine e apareceu na montangem de Anna Pavlova no Carnegie Hall. Mais tarde ela casou com Thomas Reed Vreeland, um banqueiro, com quem teve dois filhos: Tim (Thomas Reed Vreeland, Jr.) nascido em 1925, que se tornou um arquiteto e também professor de arquitetura na UCLA e Frecky (Frederick Dalziel Vreeland) nascido em 1927 (mais tarde embaixador dos EUA para o Marrocos). “Foi amor à primeira vista. Reed fez-me sentir bonita”. A família mudou-se para Londres onde Diana começou a trabalhar com moda e lingerie e teve clientes como Wallis Simpson (a duquesa de Windsor) e Mona Williams. Viajava sempre para Paris comprando roupas na loja da Channel que era sua amiga. Em 1935, Reed foi transferido para Nova York onde ficaram definitivamente até o final de suas vidas.

A carreira de Diana em revistas de moda começou como colunista da Harper’s Bazaar. A editora da revista, Carmel Snow, ficou impressionada com o seu jeito de vestir e estilo e convidou Diana para trabalhar para ela. Foi Diana quem descobriu a atriz Lauren Bacall contratando-a como modelo. Na revista ela tinha a acessoria de fotógrafos e artistas como Louise Dahl-Wolfe, Richard Avedon, Nancy White, David Bailey and Alexey Brodovitch. Em 1955, a família mudou para um apartamento novo decorado exclusivamente com a cor vermelha. Diana chamou o decorador Billy Baldwin e disse: “Eu quero que este lugar pareça um jardim, mas um jardim no inferno”. Nas suas festas se encontrava o “tout le monde” internacional. Em 1957 a Paramount lançou o filme “Funny Face” com o personagem Maggie Prescott inspirado em Diana.

Em 1960, Kennedy se tornou presidente e a primeira-dama Jacqueline Kennedy chamou Diana Vreeland para ser sua conselheira de estilo. Vreeland ajudou Jackie ao longo da campanha e chamou o estilista Oleg Cassini que se tornou o costureiro da primeira-dama. “Eu me lembro de Jackie Kennedy logo depois que ela se mudou para a Casa Branca … O lugar não era mais como um country club, se é que você me entende … Básico”. Diana deu conselhos à Jackie sobre o que usar durante a administração do marido e dicas sobre o que vestir no dia da inauguração, em 1961.


Em 1962, ela se tornou a editora-chefe da revista Vogue, onde trabalhou até 1971. Diana adorava os anos sessenta porque ela sabia que era um momento único na história. Naquela época ela descobriu Edie Sedgwick, garota linda socialite que se transformou na musa do artista Andy Warhol. Se a moda é o que é hoje a culpa é de Diana Vreeland. Ela descobriu Twiggy, Veruschka, Marisa Berenson, Angelica Huston, Ali MacGraw, entre outras. Na revista Vogue ela mudou o visual da revista, que mostrava manequins/modelos estáticas mostrando a roupa como se estivessem na vitrine de uma loja. Com Diana um mundo de criatividade e sonhos se descortinou. Nos seus memorandos sobre questões de estilo ou na criação de um editorial novo —ela mencionava uma lista de animais ameaçados de extinção; a cor cinza; Perucas de Kabuki— havia editores, modelos e fotógrafos pulando de fininho para desenvolver as idéias, não importando o quanto difícil fossem … “Eu queria beber na fonte de tudo, as miniaturas persas, as fotografias de todos os fotógrafos de quem admirava, os chifres de rapés escoceses”. Ela pedia para as equipes irem para a rua e outras locações ou criava um ambiente de fantasia onde contava uma estória inspirada nos livros que leu, nas coisas que viu, nos filmes de Hollywood. “O que essas revistas trouxeram foi um ponto de vista. A maioria das pessoas não têm um ponto de vista; é preciso que você os apresente à elas — e mais, elas esperam isso de você”. Mas isso tudo custava uma fortuna e custou sua carreira na revista: foi despedida no início dos anos 70. E, com a ajuda de Jackie O., com 69 anos de idade, ela entrou para a curadoria do “The Costume Institute” do Metropolitan Museum of Art. Naquela época Diana caiu na vida noturna da cidade frequentando o Studio 54 com os amigos Warhol, Halson, Liza Minelli, Cher, e Jack Nicholson, por quem era “caída”. Em 1984, ela escreveu sua autobiografia, “D.V.” Quando adoeceu, amigos próximos como Oscar de la Renta, André Leon Talley e Jacqueline Onassis iam ler para ela. Diana Vreeland morreu em 1984, em Manhattan, praticamente cega. Ela disse que ficou cega por ter visto tanta beleza durante a sua vida: “fritou meus olhos!” … Estas foram suas últimas palavras: “Não páre a música ou eu conto para o meu pai!”. No apartamento, nas anotações das enfermeiras, a última entrada lia: a senhora Onassis ligou. Amigos e colegas se reuníram no MET para um memorial. Incluídas no programa do cerimonial estavam as músicas de Mick Jagger “You Can’t Always Get What You Want”, Josephine Baker cantando “J’ai Deux Amours”, e Maria Callas cantando uma ária da Tosca.

Quando eu me mudei para New York City, eu assistí a uma peça de teatro na Broadway “Full Gallop” onde a atriz Mary Louise Wilson interperetava a carismática Diana Vreeland. Sua vida foi documentada no filme “Diana Vreeland: The Eye Has to Travel” (2012). Um livro sobre ela está sendo publicado, no momento: “Diana Vreeland – Empress of Fashion”.

Frases:
• “Você tem que ter estilo. Ajuda você descer escadas. Ajuda sair da cama. É um modo de vida. Sem ele, você não é ninguém. E eu não estou falando sobre roupas”.
•”E, claro, uma pessoa já nasce com bom gosto. É muito difícil de adquirir. Você pode adquirir a pátina do bom gosto”.
• “Mas um pouco mau gosto é como uma pitada de páprica. Todos nós precisamos de um pouco de mau gosto — é saudável, é salutar, é físico. Eu acho que precisamos usar um pouco mais de mal gosto. Gosto nenhum é o que eu sou contra”.
• “Chanel era uma camponesa — e um gênio. Camponeses e gênios são as únicas pessoas que contam e ela era ambos”.
• “A revista Vogue sempre apoiou a vida das pessoas. Quer dizer, um vestido novo não vai te levar à lugar nenhum; o que importa de verdade é a vida que você vive usando aquele vestido, o tipo de vida que você tinha vivido antes, e o que vai fazer usando aquele vestido mais tarde”.
• “A única e verdadeira elegância está na mente; se você tem isso, o resto sai dalí”.
• “Existe apenas uma vida muito boa e que é a vida que você sabe que você quer e você a constrói sozinho”.

Aqui estão uns links, com imagens de Diana Vreeland, uma das mulheres mais influentes do século XX, um ícone duradouro cuja influência mudou a cara da moda, beleza, Arte, editorial e cultura para sempre. Um personagem que só poderia ter saído da cena de Arte de Nova York.


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MUSEUS EM NOVA YORK

May 30, 2014 by


New York, 6 de Novembro – 2013

Em Nova York cada museu tem um horário diferente e fecham em dias diferentes. Confira antes de ir. Se fosse preciso escolher um museu para ver Arte em Nova York a minha opção seria o FRICK COLLECTION que pertenceu a um milionário americano que morava numa mansão magnífica na Quinta Avenida em frente ao Central Park cheia das melhores obras de arte do mundo (só de visitar a casa já vale à pena). O museu abriga três quadros do pintor Vermeer, vários Rembrandt, Velásquez e etc… Eu digo que é passeio obrigatório. E você consegue ver tudo em menos de duas horas. Para qualquer pessoa, mesmo para quem não é aficionado em Arte.

Frick Collection
1 East 70th Street, esquina com 5 ave, em frente ao Central Park. New York, NY 10021-4994 (212) 288-0700
Horário: Terça à Sábado das 10 da manhã às 6 da tarde. Domingo das 11 da manhã às 5:00 da tarde. Fecha Segunda feira. Ingresso: $18 http://www.frick.org

Metropolitan Museum of Art
1000 Quinta Avenida, com rua 82. New York, New York 10028-0198 Informação: (212) 535-7710 & (212) -570-3828
Horário: aberto todos os dias da semana. Domingo à quinta feira das 10 da manhã às 5:50 da tarde. Sexta à sábado das 10 da manhã às 9 da noite. Fechado no Thanksgiving, dia 25 de dezembro, 1 de janeiro, e na primeira segunda feira do mês de maio. http://www.metmuseum.org
O MET é enorme e é o maior museu da cidade, fica perto do Frick Collection (algumas quadras subindo a Quinta Avenida). Na primeira vez que eu visitei este museu eu levei três dias para ver tudo, mas eu sou louco. No MET você vai notar que eles cobram entrada, mas é uma “sugestão:” você pode dar um dolar e pedir um ingresso sem problema. Outros museus, a maioria deles cobram entrada. Visitando o MET, do lado direito do saguão, tem a parte de arte egípcia, eu entraria por alí. Nem páre, continue andando e vendo o que der se não você nunca vai sair de lá e a suas pernas vão cansar logo. Depois que passar o templo egípcio continue andando para os fundos do museu. Lá tem minha área favorita, a American Wing que é só arte americana, esta área passou por uma reforma milionária recentemente e está tudo novo. Tem decoração e design mas eu sigo direto para as pinturas no segundo andar. Pergunte ao guarda, se ficar confuso: “Where are the American paintings?” Depois eu vou para o miolo do museu para ver arte européia, outra parte do museu que passou por reforma recente e a curadoria fez um trabalho soberbo. Como a coleção de arte é quase infinita eu vou direto para as salas do Rembrandt e do Vermeer que são perto uma da outra. Para finalizar, eu vou para o lado esquerdo do museu, ainda no segundo andar, porque tem um segredo que ninguém sabe, só eu: uma salinha escondida, a última sala, onde turista nenhum consegue chegar. Lá estão o “crème de la crème”: as pinturas do pintor francês do séc. XIX, Jean-Léon Gérôme. Outras opções é o subsolo que tem exposição de moda, para quem gosta. E existe uma varanda no topo do segundo andar (nos fundos do lado esquerdo, tem que pegar o elevador) com barzinho e de onde se vê uma vista maravilhosa do “skyline” da cidade por trás do Central Park: é vista cartão postal! E sempre colocam uma escultura escalafobética monumental lá no terraço, daquelas que você passa por baixo ou entra dentro da bicha.

Vale conferir o Museu de História Natural no Upper West Side. Ao lado tem o Planetário. Central Park West, esquina com rua 79. New York, NY 10024 (212) 769-5100
Horário: aberto diariamente, exceto Thanksgiving & Natal, das 10 da manhã às 5:45 da tarde. http://www.amnh.org

Para Arte moderna tem o MoMA e o Guggenheim. Se tiver que escolher, escolha o Gug por causa do prédio do arquiteto Frank Lloyd Wright.
Guggenheim Museum
Horário: Domingo à quarta das 10 da manhã às 5:45 da tarde. Quinta: fechado. Sexta das 10 da manhã às 5:45 da tarde. Sábado das 10 da manhã às 7:45 da noite. Ingresso: $22 Pague o que quiser: Sábado das 5:45 da tarde às 7:45 da noite. http://www.guggenheim.org

Musem of Modern Art (MoMA)
11 W 53rd St, entre a Quinta e Sexta avenidas. New York, NY 10019 (212) 708-9400 Horário: Domingo, segunda, quarta, quinta e sábado: das 10:30 da manhã às 5:30 da tarde. Terça: fechado. Sexta: das 10:30 da manhã às 8:00 da noite. Entrada gratuita nas sextas, de 6 da tarde às 8 da noite. Ingresso: $25 http://www.moma.org

Neue Galerie
1048 5th Ave New York, 10028 (212) 628-6200 Horário: de quinta à segunda das 11 da manhã às 6 da tarde. Fechado terça e quarta.
A Neue Galerie é um museu dedicado à Arte e Design da Alemanha e Áustria do início do século XX com exposições permanentes e temporárias em dois andares. Conhecer esta casa na esquina da Quinta Avenida, em frente ao Central Park, já é um programão. Não deixe de passar pelo Café Sabarsky que fica no térreo. O Café Sabarsky, que leva o nome do co-fundador Neue Galerie Serge Sabarsky, foi inspirado pelos grandes cafés vienenses que serviram como importantes centros da vida intelectual e artística na virada do século XX. Ele é decorado com luminárias de Josef Hoffmann, móveis de Adolf Loos e as banquetas são estofadas com tecido de Otto Wagner, de 1912. Um piano de cauda Yamaha S4 dá uma graça em um canto do Café e é usado em apresentações de música clássica, de câmara, e nas noites de cabaré. http://www.neuegalerie.org

A TRILHA DA ARTE
O Metropolitan Museum of Art, o Guggenheim, e o Frick Collection ficam na mesma área, o Upper East Side, de repente tira-se um dia para ver Arte. Eu faria assim: iria direto (de taxi) para o Frick de manhã, depois subiria a Quinta Avenida à pé para o MET … No MET não precisa ver tudo, veja o templo do Egito, algumas galerias de pintura no segundo andar e dê uma circulada geral … Depois, suba a Quinta Avenida mais um pouco e na esquina da rua 86 encontra-se a NEUE Galerie. Não precisa ver a coleção. Vá direto para o café no primeiro andar, o Café Sabarsky. Páre lá para descansar e lanchar, tem um chocolate fantástico e sobremesas. Descansado e satisfeito vá queimar as calorias subindo a rampa do Guggenheim que fica a alguns quarteirões acima, ainda na Quinta Avenida. Na volta, como se está na altura da rua 89 (Guggenheim), caminhe no sentido leste na rua 89 em direção à Madison Avenue e desça esta avenida até a rua 59. Acredite, será um passeio esplendoroso! É uma caminhada e tanto mas maravilhosa, pois a Madion é a rua das butiques de luxo em Manhattan. Não deixe de entrar na loja masculina da Ralph Lauren que fica na avenida Madison com rua 72, do lado esquerdo. Indo para o andar de cima quando estiver subindo as escadas você verá uma coleção de arte belíssima. No andar superior tem a parte de decoração, e no subsolo tem banheiro. Continue descendo a Madison Avenue. Mais lá embaixo tem a Barney’s que é uma das melhores lojas de departamento, vários andares. Depois da Barney’s vire à direita na rua 59. No próximo quarteirão, na esquina da Quinta Avenida com a rua 59 se encontra o coração da cidade. Só naquela esquina você verá o Plaza Hotel, renovado e com a melhor praça de alimentação da cidade no subsolo, onde se encontra todo tipo de comida, com destaque para a confeitaria Payard. Em frente ao Plaza fica o Central Park, a loja da Apple, e a loja de departamentos mais deslumbrante da cidade, a Bergdorf Goodman. A loja masculina fica de um lado da Quinta Avenida e a feminina do outro lado. As vitrines da Bergdorf são espetaculares, para babar mesmo. Duas esquina abaixo tem a loja da Abercombrie & Fitch para a garotada. Continue descendo a Quinta Avenida passando pela Trump Tower, a Saks, o Rockfeller Center, a catedral St Patrick, o Empire Estate Building. No Rockfeller Center abriram o Top Of The Rock Observation Deck At Rockefeller Plaza. Para ver a cidade de cima eu subiria neste prédio e não no Empire State Building. De lá você vê tudo, Central Park, Nova Jesey, Long Island, inclusive o Empire Estate! Planeje para ir ao final da tarde para ver o pôr de sol e brindar com um copo de champagne.

 

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GALERIAS DE ARTE EM NOVA YORK

May 30, 2014 by


New York, 30 de Outubro – 2013

As galerias na cidade estão concentradas em áreas: no Chelsea, em prédios na rua 57 (entre a sexta avenida e Park Avenue), no Upper East Side (Avenida Madison e transversais), e no Lower East Side – em geral. Mas também no Tribeca, no SoHo, e no Brooklyn (Williamsburg) Na Canal Street, no Chinatown, aconteceu uma coisa engraçada recentemente: artistas começaram a abrir seus ateliers e transformá-los em galerias, com festa toda semana. Aproveitando esta onda improvisada, muita gente começou a alugar lojinhas baratas na região e pela cidade também (como no Chelsea) e abrir estes endereços como galerias de turmas de amigos. A maioria das galerias estão abertas, geralmente, de terça à sábado. Sábado é o melhor dia para perambular porque é o dia no qual todo mundo faz isso, e tem sábados em que eu me divirto muito mais (e aprendo mais sobre estética) olhando para as pessoas na rua e como elas estão vestidas do que qualquer coisa que está pendurada nas paredes ou repousando no chão das galerias. Vestir com criatividade já não é uma novidade tão grande mais como no tempo em que Baby Consuelo foi barrada na Disneylândia mas a fauna artística novaiorquina vai te surpreender, e muitas vezes você vai se extasiar com o “look” daquela garota maravilhosa passando ao seu lado na rua. Heads up! Toda a atenção é pouca!

Aqui segue os endereços de algumas galerias que estão no meu radar:
Barbara Gladstone Gallery, com dois endereços:
• 515 West 24th Street New York, NY 10011 USA (212) 206-9300
• 530 West 21st Street New York, NY 10011 USA (212) 206-7606
Horário: de terça à sábado, das 10 da manhã às 6 da tarde.
Nomes como Anish Kapoor e Sarah Lucas em um espaço tão grande quanto suas reputações.
http://www.gladstonegallery.com

David Zwirner
525 W 19th St New York, NY 10011 (212) 212-727-2070
Horário: de terça à sábado, das 10 da manhã às 6 da tarde.
Talentos internacionais que não têm medo de puxar o envelope; pense em Chris Ofili (um artista cuja obra incorporou estrume de elefante) e Lisa Yuskavage (retratos de mulheres carnudas)
http://www.davidzwirner.com

Gagosian Gallery, com três endereços:
• 555 W 24th St New York, NY (212) 741-1111
• 522 W 21st St New York, NY (212) 741-1717
• 980 Madison Ave New York, NY (212) 744-2313
Horário: de terça à sábado, das 10 da manhã às 6 da tarde.
Uma exposição em qualquer uma das influentes galerias Gagosians — três em Nova York, duas em Londres e outra em L.A.— é o anúncio de néon piscando de que um artista “has made it. – If you can make it here, you can make it every where!”
http://www.gagosian.com

Matthew Marks, com quatro endereços:
• 522 West 22nd Street
• 523 West 24th Street
• 526 West 22nd Street
• 502 West 22nd Street New York, NY (212) 243-0200
Horário: de terça à sábado, das 10 da manhã às 6 da tarde.
Nan Goldin, Andreas Gursky e Peter Hujar colocaram esta galeria no mapa; novos shows de velhos mestres como Ellsworth Kelly e Willem de Kooning mantiveram-na dessa forma.
http://www.matthewmarks.com

Arcadia Contemporary, com dois endereços:
• Arcadia SoHo 51 Greene St New York, NY 10013 (212) 965-1387
Horário: de segunda à sexta, das 10 da manhã às 6 da tarde. Sábado e domingo, das 11 da manhã às 6 da tarde.
• Arcadia Contemporary at the Four Seasons 57 East 57th Street New York, NY 10022 (212) 759-5757
Horário: aberta todos os dias.
Especializada em arte representacional, mostrando o que há de melhor. Artistas: Jeremy Lipking, Daniel Sprick, Brad Kunkle, Casey Baugh, entre outros.
http://www.arcadiacontemporary.com

Na rua 57, existem várias galerias de arte: The Pace Gallery, Mary Boone Gallery, Tibor de Nagy Gallery entre outras. Muitas delas com endereço no edifício na esquina da rua 57 com Madison Avenue.

Spanierman Gallery, LLC
625 West 55 Street, 5th Floor New York, NY 10019 (212) 832-0208
Horário: de terça à sábado, das 10 da manhã às 6 da tarde.
Há mais de meio século, a Galeria Spanierman, LLC, representa o melhor da arte americana do século XIX até os dias atuais. http://www.spanierman.com

Ao longo da Madison Avenue e suas transversais, para quem se interessa por arte acadêmica e do século XIX, e contemporânea também (a Gagosian está lá.)
• Adelson Galleries 19 East 82 Street • Steuben 667 Madison Avenue

PS: quando visitar uma galeria, preste atenção na mesa onde está recepcionista. Lá você encontra folhetos e convites para vernissages, jornais e revista de arte, e, principalmente uma publicação ótima e que é de graça: o Gallery Guide, um livrinho que lista todos os endereços de galerias nos EUA.

 

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Nova York: O caminho da Arte. O primeiro de uma série de posts

May 30, 2014 by


 New York, 30 de Outubro – 2013


Vou começar a postar aqui no meu BLOG textos sobre arte que comecei a escrever em Outubro de 2013, a partir de um convite de Rogerio Campos, brasileiro de Recife – blogueiro do “Se Liga Zé” > http://seligaze.blogspot.com.br/p/o-fato.html

Aqui segue então um papo sobre Arte em Nova York, e no mundo todo … e tudo mais que me interessa!

Gostaria de me apresentar primeiro. Meu nome é Luiz Vilela e gosto de Arte. Eu vivo de Arte. Crescí numa fazenda no Sul de Minas no Brasil. Mais tarde fui morar na praia do Leblon, no Rio de Janeiro, cidade que me encanta. No Rio, eu estudei Arquitetura e Urbanismo na FAU-UFRJ. Me diluí na vida cultural daquela cidade, nos shows do Canecão, nos teatros do Shopping da Gávea, no teatro Municipal, nas aulas de arte no Parque Laje, no Museu de Belas Artes, e em muito mais. Um amigo, mestre, e grande artista plástico me sugeriu que fosse estudar em Nova York. “E lembre Luiz, as nossas escolas são tão boas quanto as de NYC – mas o que você vai aproveitar mesmo naquela cidade é o que só Nova York pode te proporcionar: a mistura e ebulição de gente e cultura. A energia da cidade que não pára nunca. O que vai ser bom para você em Nova York é poder ir ao Metropolitan Museum of Art, poder assistir à um show da Laurie Anderson na Brooklyn Academy of Music, assistir ao American Ballet Theater, ouvir uma palestra da Annie Leibovitz.” E assim fiz. Mudei para Nova York e desde então moro nos Estados Unidos. Já sou maior de idade aqui: fazem 18 anos! Depois de trabalhar por muito tempo no departamento de arte de uma editora de livros eu resolví dedicar tempo integral ao meu trabalho de pinturas, o que faço agora no meu atelier, numa cidadezinha escondida na região mais pitoresca que conheço em terras americanas. E estou no meio de tudo: perto de Nova York, de Filadelfia, de Washington D.C. e de Boston.

Quando Rogerio me convidou para contribuir para o BLOG “Se LIga Zé” e para falar sobre Arte em Nova York eu fiquei meio perdido pensando no que falar primeiro. É muita coisa! Portanto, vou começar pelo começo, os locais e as atividades as quais eu acho mais importantes na cidade, as coisas das quais eu gosto. Eu leio tudo, qualquer coisa que me cai nas mãos. Sou curioso e quero saber o que está acontecendo. O pessoal da editora, quando chegava algum conhecido deles na cidade para passear, eles vinham me perguntar sobre o que estava acontecendo na cidade e onde seus amigos deveriam ir. Então este primeiro texto que vou escrever é um mini-guia para os viajantes que pretendem visitar a cidade. Vamos lá:

Uma das melhores fontes de informação cultural na cidade é a revista semanal TIME OUT MAGAZINE que pode ser encontrada em qualquer banca de jornal. A revista mensal WHERE, que é muito popular, a qual que você encontra nos hotéis da cidade eu não a considero tão boa, ela se dirije aos turistas mesmo com informações gerais mas não tão específicas. Outra publicação semanal que eu acho excelente, com boas matérias, é a revista NEW YORK. Mas a melhor revista cultural e de informação na America é a revista semanal THE NEW YORKER. Quando me mudei para NYC, uma amiga escritora que mora na cidade e que sabe de tudo, mas tudo mesmo da Grande Maçã, me disse: “Se você tiver que escolher uma publicação para ler, leia a THE NEW YORKER pois ela publica os melhores escritores, os melhores fotógrafos, os melhores cartunistas, os melhores artistas.” O jornal THE NEW YORK TIMES despensa explicações: está tudo lá e no mesmo nível da THE NEW YORKER. Com isto, você vai estar bem informado de como morder a maçã sem quebrar os dentes.

IMPORTANTE: 1) Antes de ir a qualquer lugar, por favor, confira com o concierge no hotel se os lugares estão abertos. Nova York é ligada na tomada 24 horas por dia, mas os horários são malucos. Então confira antes de ir. 2) Nos Estados Unidos a lei é: “respirou, pagou!” E viva o Capitalismo! Todo mundo quer fazer dinheiro. Portanto, “dê gorjeta!” E contribua para a boa imagem do brasileiro. Para quem gosta de visitar galerias de arte, a maioria delas saiu correndo do SoHo quando as lojas invadiram o lugar trazendo uma multidão de turistas.

E elas foram para um lugar bem escondido (na época, anos 90 – porque hoje não é tão escondido assim), uma região na beirada da ilha, fica no oeste do bairro Chelsea onde só existiam borracharias, oficinas, garagem de taxis e armazéns. É o quadrilátero entre as avenidas 10 e 11, e da rua 21 até a rua 26, mais ou menos. Consequentemente, como aconteceu no SoHo nos anos 80, fizeram tudo mudar em volta: atrás das galerias e marchands veio o público de arte que precisava comer e beber, então abriram bares, cafés, restaurantes. Não tem muitas lojas … ainda…. Mas uma butique de luxo e bastante ‘cool” seguiu o caminho da Arte. A Comme des Garçons (520 W 22nd St – fone: 212-604-0013), da japonesa Rei Kawakubo, mudou para o Chelsea também, vinda do SoHo. Lembra de uma cena do filme “Nove Semanas e Meia de Amor”? Quando Mickey Rourke vai comprar roupa para Kim Basinger num porão cinza? Então! … Esta loja, quer dizer, a nova loja da Comme de Garçons no Chelsea, para mim, é uma obra de arte. Não tem sinal na porta. Nada. A porta de vidro na entrada fica num arco de metal num muro comum de tijolos velhos, parece que você vai entrar numa caverna, numa gruta. A loja é um labirinto branco, um “cocoon”. Na primeira vez que eu fui lá eu não conseguí achar a saída – fiquei rodando até que a vendedora, uma negra (azul!) de 2 metros de altura, com a cabeça raspada, que mulher deslumbrante! parecia a Grace Jones, vestida numa saia de bailarina me levou até a porta. Imperdível.

 

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Feb 09, 2014 by


I am grateful to the Artist Guild for giving “Fur • Portrait of Donald Becker” an Honorable Mention Award at Legacy Gallery’s juried exhibition, in Scottsdale, AZ! It was great honor just to be featured in this show among such wonderful artists and their work. However the kudos go to my dear friend Donald Becker for being such an inspiration to the artwork!
…..*…..
Eu sou grato ao Artist Guild por dar a “Pele • Retrato de Donald Becker” o prêmio de Menção Honrosa na exposição da Galeria Legacy, em Scottsdale! É uma honra muito grande para mim só em fazer parte deste show entre artistas tão maravilhosos e seus trabalhos. No entanto, os parabéns vão para meu querido amigo Donald Becker por ser a inspiração para esta obra de arte!

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Phillips’ Mill announces its 84th Juried Art Exhibition

Sep 17, 2013 by


“It was at Phillips’ Mill that art first became real to me, where I came to understand that paintings were not just decorative objects hung on walls but the work of flesh-and-blood people who transmitted what they saw into their own visions.” James A. Michener (1907-1997)

The Phillips’ Mill Art Exhibition has been the premier art show in the Delaware Valley since 1929. Founded by the legendary greats, William Lathrop, Edward Redfield, Daniel Garber and William Taylor, among others, the early shows were intended to display work for friends. Famous artists from the New Hope School and beyond soon began to exhibit on a regular basis. Today more than 350 painters and sculptors submit over 500 works of which about 95 framed pieces are juried into the exhibit. The exhibition has grown steadily in prestige and attracts thousands of visitors each year. This major exhibition invites artists who live within a 25-mile radius of the Mill to enter work for the show. In 2012 the jurors awarded 20 prizes, totaling $11,000.

The show will run from Saturday, September 21 through Saturday October 26.
Open daily 1-5pm
2619 River Road • New Hope, PA 18938 • (215) 862-0582

 

This is year my painting “The Phillips’ Mill” (above) was selected by the Art Committee for its 2013 campaign.

 

“River Mist” (above) submitted into the juried show was selected and it will be featured at the exhibition, as well.

 

For more info please visit:
http://www.phillipsmill.org/art-exhibition/art-exhibition-current/

To see more of Luiz’s work, please visit www.luizvilela.com or by appointment at his studio • 609-460-4228

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